Bom Humor na Segunda é Lenda!

Segunda-feira, dia oficial do mau-humor e de começar coisas que você sabe que não vai conseguir manter. Belo dia para reviver esta coluna. Se você sentiu falta desta série do Nerdificador, primeiro agradeço e então explico a ausência dela: eu estava de férias. Se você não sentiu falta… bom, foda-se, você provavelmente não lerá isso aqui mesmo. Enfim, vamos ao tema desta semana: transporte público.

Pegar ônibus, trem ou metrô é pedir pra ficar de mau-humor. Primeiro porque todas essas porras tem horário e se você depende delas obviamente não irá querer perder, então… você fica cuidando a porra do horário pra não atrasar. Eu odeio ficar cuidando horário, sempre acontece alguma merda… mas enfim, isso já é tema pra outra semana. Some os fatores “cuidando horário” e “não posso atrasar” e o resultado será você saindo de casa cedo demais. Pronto, vai ficar mais tempo do que deveria esperando! Isso nos leva ao próximo aspecto suuuper legal do trasporte público: SEMPRE ATRASA. A não ser que você esteja atrasado. Mas beleza, você está lá na estação, no terminal, na parada, no ponto ou em qualquer outra bosta onde passe um meio de transporte público, chegou cedo, a bagaça atrasou mas chegou. Você vai finalmente entrar! MAS… não importa o horário, não importa o sentido, não importa o destino, não importa variante nenhuma… VAI ESTAR LOTADO. E a culpa é sua, porque quando você não precisa ir não está lotado, é culpa unica e exclusivamente da maldita lei de Murphy que atua sobre a sua cabeça.

Sua condução, com você aí no meio

E então, no interior deste inferno em que você se encontra, encontrará COM CERTEZA um dos mais temidos habitantes do transporte público: a velha do celular, a criança chorona ou o muleke zika vida loka. Com sorte estarão os três lá, e um sentado ao seu lado.

O mais suave dos três é com certeza a criança chorona. Primeiro já aviso que não tenho nada contra criança, pelo contrário, gosto de crianças, adoro bebês. Mas porra, tudo tem limite. Choro de criança é um saco, em qualquer ambiente fechado. Eu fico puto com criança de colo chorando em ônibus! É um som irritante pra caralho, dá pena e ainda fica pior, porque a criança obviamente não está sozinha! Esta praga do transporte público pode estar acompanhada por diferentes tipos de mães. Aliás, dependendo da mãe a criança nem é um problema! Tem as que ficam quietinhas, as que dormem, as que param de chorar logo… mas obvio que não é esse tipo de mãe que estará no seu ônibus/trem/nuvem voadora do goku/metrô. Existem aproximadamente 37 espécies diferentes de mães possíveis nesse caso, mas as duas mais comuns são a barraqueira e a desesperada.

Problem, idiota sentado ao meu lado?

A mãe desesperada é a menos pior. O problema deste ser é o fato de, apesar de ter conhecimento suficiente pra foder e pra parir, ELA NÃO TEM A MENOR IDEIA DE COMO CRIAR A MALDITA CRIANÇA! A criança começa a chorar e ela não sabe fazer porra nenhuma pra acalmar ou calar a boca do pequeno verme insolente PORQUE É BURRA PRA CARALHO! Depois de algumas tentativas (erradas, nem preciso dizer isso né), ela desiste e resolve ignorar a cria. Filha duma puta, se não sabe o que vai fazer depois de ter um filho, usa uma porra de uma camisinha pelo menos! Mas pior que isso é a barraqueira. Geralmente ainda é bipolar a desgraçada. Ela tá lá com um bebê no colo e um monte de sacolas na mão. SÉRIO, já reparou que a mulher que grita histericamente com o filho no ônibus sempre carrega nas mãos pelo menos três sacolas? Enfim, tá lá a mãe com o seu filho, uma cena bonita, aí a criança começa a chorar por qualquer motivo que seja. A mãe dialoga com o filho, mesmo que seja um bebê de colo que não entenda porra nenhuma do que a vadia está falando, falando suavemente, com todo o carinho… e a criança continua chorando. Se já falar, fala gritando, porque tá chorando mesmo, ta alterada a praga. Aí a mãe barraqueira surta! “Herpderpson da Silva, calaboca demonho!”, “Fica quétu muléqui!” e outras frases são disparadas ferozmente pela própria mãe à sua prole outrora tão adorada. As barraqueiras mais exaltadas ameaçam bater e as mais irresponsáveis até batem. O ápice do surto acontece quando a mãe histérica chama sua cria de “SEU FILHO DUMA PUTA!”. Todos ri.

Outra praga que varia geralmente entre dois tipos é a velha do celular. Mais uma vez: nada contra idosos, nada mesmo, até pretendo ser um algum dia. A velha do celular pode variar entre a feliz e a depressiva. Ambas possuem algumas características em comum: demoram 15 minutos pra encontrar o celular dentro da bolsa enquanto ele toca um ringtone polifônico, gritam ao invés de falar e escutam mal.

As da espécie feliz são aquelas que parecem vovós de filmes infantis. Simpáticas, sorrindo, puxam papo se você sentar ao lado dela e tal. Aí o celular da véia toca e começa a caça ao aparelho. Quando ela finalmente encontra e você espera ansiosamente que ela acabe com o tormento daquela bagaça tocando alto, ela faz uma piadinha sobre a dificuldade de achá-lo dentro da bolsa ou sobre a idade dela, fazendo você rir para disfarçar o pensamento de “atende isso antes que eu te arremesse pela janela”. Aí vem uma conversa super feliz com alguém que aparentemente a véia não vê há anos, PORQUE FICA PERGUNTANDO COMO VAI TODO MUNDO DA FAMÍLIA DA DESGRAÇADA QUE LIGOU PRA ELA! “Como vai a Tereza, que eu não vejo há anos?”, “E o José, como vai?”, entre outros. Além disso, a velha do celular da espécie feliz também aparente ser bastante religiosa: a cada resposta da pessoa do outro lado da linha ela exclama “graças a deus!”.

"NÃO, IMAGINA QUERIDA, EU TO NO TREM MAS PODE FALAR QUE EU TO VÉIA MAS NÃO SÔ SURDA AINDA"

A depressiva, por sua vez, é muito traiçoeira. Você avista aquele acento vago ao lado de uma senhora quieta, séria, as vezes até de aparência antipática, vai lá e senta ao lado dela. ERA UMA CILADA, BINO! Ela permanece calada durante a viagem ATÉ QUE A PORRA DO CELULAR TOCA. A mesma caça pelo aparelho na bolsa, porém silenciosa. A véia pega o celular após 15 minutos de luta e você ouve a voz dela pela primeira vez. “Aimeudeus, é a fulana…”. Como se eu conhecesse a infeliz da fulana. A conversa da véia do celular da espécie depressiva é a principal diferença para a citada anteriormente. Enquanto a feliz pergunta sobre os parentes, conta a vida e está tudo um mar de rosas, a depressiva já atende a ligação querendo saber quem morreu. Ela fica gritando no celular sobre desgraças, doenças, mortes, “dor nas juntas”, a vida ruim da filha, o fracasso do filho. A velha maldita além de ficar gritando no seu ouvido ainda te arrasta pra porra da depressão dela.

"Aimeudeus, é a Claudete... O que será que aconteceu?"

E por último, mas não menos irritante, ele, o muleke zika vida loka! Este ser já começa a te incomodar quando você o vê e começa a se preocupar se será assaltado. Admita, sua primeira ação ao avistar um muleke zika é levar a mão ao bolso onde sua carteira está. É inevitável. Ao entrar no veículo, seja ele qual for, o mano vida loka dirige-se ao fundo do mesmo. PRA QUÊ? Não sei, mas é um padrão. Deve ser pra que todos os que estejam ali possam ver sua cueca, já que a calça está mais ou menos na altura dos joelhos. Ao chegar ao fundo do veículo ele saca sua arma mortal: um celular. Muito melhor que o seu, sempre, independente do que você tenha. No celular do infeliz, recursos como wi-fi, internet 3G, HD de milhões de Tb carregados com funks, pagodes e raps, videochamadas, tv, câmera de de 2954753465 megapixels, morfador e um scouter para constatar que o poder de luta do Kakaroto é de mais de oito mil. Porém, por algum erro de projeto, A BOSTA DO CELULAR DO ANIMAL NÃO TEM ENTRADA PARA FONES DE OUVIDO. E A ANTA NÃO SABE DIMINUIR O VOLUME. Mas sabe aumentar, claro. Ao infinito e além. Citei três tipos de música ruim anteriormente, mas pode acontecer de você gostar de algum deles né… Mas não adianta. Se vocês gostar de funk, o muleke zika estará ouvindo rap. Se você gosta de rap, será pagode. Se você gosta de pagode, será funk. Se você gosta de pagode, rap e funk, PUTA QUE PARIU HEIN, VAI TOMAR NO CU!

"Fone de que mano?"

Estas não são as únicas pragas do transporte público, mas são as mais frequentes. Agora diz aí, TEM COMO FICAR BEM HUMORADO SEGUNDA SABENDO QUE VAI ENCARAR ISSO? Se tiver como, fique a vontade para nos escrever um tutorial. E que venha a segunda-feira! Mas que seu ônibus não atrase na hora de ir embora. E que bata num trem quando estiver indo embora PRA NÃO VOLTAR MAIS, FELADAPUTA!

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Sobre Fred Bach

Gaúcho, universitário, abertura, gamer e vadio.
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2 respostas para Bom Humor na Segunda é Lenda!

  1. Joaoseya disse:

    Ainda bem que essa coluna voltou, aguardava por ela.

    E é fato: num ônibus, você só escuta músicas que não gosta. Um amigo meu curte rap e funk, e geralmente pega ôninus com gente escutando Rock e Metal. Esse é sortudo e não sabe…

  2. kkkkkk disse:

    kkkkkkkkk

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